TESTEMUNHOS

O mais belo testemunho do ano foi contado num domingo à noite. Ninguém o escreveu.

Um sítio onde o depositar, sem dar o nome - o campo não existe na base de dados. E nada aparece antes de um responsável o ter lido. O que se diz numa assembleia merece as duas coisas.

Experimentar com a minha igrejaLer a documentação
Depositadopor um membro, a partir do telemóvel

Perdi o emprego em março. A assembleia orou, e alguns irmãos ajudaram-me a aguentar três meses sem que eu pedisse nada. Assinei noutro sítio em junho.

Sem autoro campo não existe na base, não há nada a esconder
O texto nunca muda. O que muda à volta dele é quem o pode ver.
Depois do culto

É aí que se conta o que aconteceu. E é aí que se perde, por falta de um sítio onde o escrever.

Sem nome

O anonimato não é uma caixa a assinalar. É a ausência do campo.

Uma opção que se pode assinalar é uma opção que se pode desassinalar, esquecer ou repensar seis meses depois. Aqui não há nada a desassinalar: o testemunho não tem autor na base, e ninguém lhe pode dar um.

Nada a esconder, porque nada é guardado
Não é um nome escondido no ecrã: o dado não existe. Nenhum responsável, nenhum administrador, nenhuma consulta o encontrará.
É o que faz com que alguém se atreva
Uma dívida, uma dependência, uma reconciliação difícil. Essas histórias só se contam se houver a certeza de que não levam assinatura.
A data fica
Um testemunho sem data flutua. Com ela, inscreve-se na história da assembleia, e é essa história que encoraja o seguinte.
Experimentar com a minha igreja
A revisão

Um testemunho pode nomear outra pessoa. É por isso que nada aparece directamente.

Quem escreve pensa na sua história, não no cônjuge que cita, no médico que nomeia ou na família que se vai reconhecer. Rever não é censurar: é o mínimo cuidado devido a quem não pediu nada.

Uma fila e um responsável
Os depósitos chegam a uma fila. Um responsável lê-os, publica ou põe de parte. Enquanto ninguém tiver lido, ninguém vê.
Pôr de parte não é julgar
Um testemunho pode ser posto de parte por uma frase a reformular ou um terceiro a proteger, não por não valer nada.
O mesmo gesto para todos
Publicar e pôr de parte são dois botões lado a lado, e mais nada. Uma ferramenta de moderação complicada acaba por não servir.
Onde vivem

Na página da igreja, onde alguém do bairro lhe pode dar de caras.

Um testemunho arrumado num dossiê não encoraja ninguém. Publicado na página pública da assembleia, volta a ser o que sempre foi: uma razão para esperar, oferecida a quem passa.

A página pública da igreja
Os testemunhos aprovados aparecem na página que a igreja partilha, aquela que um motor de busca indexa.
Nada de automático
Nenhuma partilha para as redes, nenhuma reprodução noutro sítio sem que se decida. O que é publicado fica ali, e em mais lado nenhum.
Removível
Um testemunho publicado pode ser retirado. As pessoas mudam, as situações evoluem, e o que era justo há dois anos pode já não o ser.

O que os Testemunhos fazem, e o que não fazem

Uma página de produto que só diz coisas boas é uma página em que ninguém acredita. Este é o limite exacto.

O que faz
  • Um depósito sem nome, garantido pela ausência do campo na base.
  • Uma fila de revisão, com publicar ou pôr de parte.
  • A publicação na página pública da igreja, com a data.
  • A remoção de um testemunho já publicado.
O que não faz
  • Não é um módulo de avaliações. Nada se pontua, nada se classifica, não há estrelas nem contador de gostos.
  • O anonimato cobre o CAMPO autor. Um testemunho suficientemente detalhado pode tornar o seu autor reconhecível numa assembleia pequena - e é justamente isso que a revisão deve vigiar.
  • Não há resposta pública. Um testemunho não abre uma discussão: o que precisa de resposta responde-se de viva voz.

O próximo será escrito.

Abra o depósito, reveja, publique. O que a assembleia viveu deixa de se perder entre dois domingos.

Experimentar com a minha igrejaVer os preços